De acordo com Octávio Ianni, o Estado não é um órgão apenas
de mediação nas relações de classe. Ele é elemento de preservação do
predomínio de uma sobre outra classe (Ianni, 1989, p.240). Para ele, a
função primordial do Estado é a garantia das condições de produção e
expropriação. Porém, com os processos de estatização ocorridos no
século XX, o Estado também se inseriu nas condições de produção
(Ianni, 1989, p.258), o que se convencionou chamar EstadoEmpresário.
O Estado também é uma “poderosa agência de indução de
investimentos, alocação de recursos, dinamização das forças produtivas,
organização das relações sociais de produção, transferência de renda,
planejamento indicativo e impositivo, lugar de violência organizada e
concentrada na sociedade” (IANNI, 1989, p.258).
No período que vai de 1945 a 1973, o Estado capitalista
adquiriu algumas características públicas que foram impulsionadas ao
mesmo tempo pela pressão dos trabalhadores que não permitiram que o
padrão de exploração chegasse ao extremo e também pelas necessidades
do capital, que naquele momento histórico necessitava de trabalhadoresconsumidores, empresas estatais, etc. Isso deu origem ao que se chamou
“controle social do capital”.



